quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Culto do Profano

O CULTO DO PROFANO

Introdução

Neste pequeno estudo, desejamos abordar acerca dos famosos e famigerados bibelôs, aqueles “inocentes” bichinhos que muitos costumam possuir e “amar” em suas casas.


Origem da Palavra

Não existe uniformidade de opinião quanto à origem etimológica da palavra bibelô. O Dicionário Eletrônico Houaiss nos informa que a palavra vem do francês bibelot, ligada ao francês antigo beubelet, significando “objeto pequeno e sem importância”.
No entanto, a etimologia real desta palavra parece ser o grego bebelos. É interessante, que este termo aparece na Bíblia, em textos como Hb 12:16, como adjetivo, o qual é vertido para o português como “profano” na versão ARA. Segundo lingüistas de renome, o termo pode significar “profano”, “profanado”, “não santificado”, “acessível” ou “legalidade para agir”! É importante que atentemos para este último significado: legalidade para agir.


A Questão da Legalidade

Quando falamos em legalidade, é preciso que abordemos algumas considerações. Primeiro, o significado do termo legalidade. Segundo os dicionários brasileiros, legalidade significa “qualidade ou estado do que é legal, do que está conforme com ou é governado por uma ou mais leis”. Isto significa que um bibelô pode ser uma “autorização” legal no mundo espiritual para que forças do mal possam agir. Ao que parece, é este o sentido em mente no que diz respeito à proibição do AT: “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada”. Dt 7:26. Agora, veja este texto na Bíblia na Linguagem de Hoje: “Não levem nenhum ídolo para dentro de suas casas, pois a maldição que está sobre o ídolo estará também sobre vocês. Detestem e odeiem com todo o coração os ídolos, pois o ídolo é uma coisa amaldiçoada”.
Entretanto, precisamos distinguir entre “coisa abominável” que produz legalidade e animismo. Animismo é um termo de origem latina, anima, que quer dizer "alma", "fôlego". Trata-se da crença de que objetos físicos possuam vida ou espírito próprios, não havendo algo como matéria inanimada. Os objetos físicos, mesmo que não animados por si mesmos, poderiam ser habitados por espíritos, que sobreviveriam, mesmo quando os objetos físicos fossem destruídos. É com base nesta crença, que se criou e popularizou os "amuletos", os "patuás", as "rosas ungidas", os "lenços ungidos", etc. Portanto, quando falamos do perigo dos bibelôs estamos afirmando que eles podem se tornar (como realmente se tornam), instrumentos de legalidade para atuação dos demônios.


Bibelôs e Terafins

Um dos questionamentos mais sérios acerca dos bibelôs é se eles possuem ou não algum “parentesco” com os terafins mencionados na Bíblia (e.g. Jz 17:5; 18:14,17,18,20; 2Rs 23:24).
Mas, afinal, o que vem a ser um terafim? Segundo alguns pesquisadores, um terafim é uma espécie de ídolo usado em ornamentos do lar. É importante observar que a ARA traduz “ídolos do lar” para o hebraico teraphim.


Cuidado com o Modismo!

Por mais isentos que pareçamos, é preciso que dediquemos muita atenção para não sermos iludidos e entrarmos no “modismo” dos bibelôs. Muito cuidado. A Bíblia chega a nos informar que o descuido fez com que até no palácio de Davi se encontrassem terafins: 1Sm 19:13,16!

Fujamos dos tentáculos da idolatria!!!

Um comentário:

Pr. Felipe Morais - Curso Bíblico Online disse...

Querido Pr. Lázaro, ao ler este texto me lembrei daqueles brinquedos infantis (Tenho em minha casa vários) pois tenho um filho de quase 2 anos... penso que a Bíblia proíbe não só a adoração como também apenas o fato de fazer objetos com a forma de animais, homens etc.
Em Êxodo capítulo 20 verso 3 diz para não termos outros deuses diante de YHWH.
No verso 4 diz que não se deve sequer criar qualquer imagem similar a nada! Veja: [Não farás para ti imagem de escultura], nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Êxodo 20:4 - * Grifo Nosso
Somente no verso 5 é que especifica que não se deve também adorá-los.
Como ficaria então o caso citado acima? Devo desfazer-me dos tais brinquedos ou apenas fiz uma exegese/hermenêutica incorreta?
Graça & Paz

Pr. Felipe Miranda (Seu Amigo & Irmão em Cristo)