Talvez um dos maiores desafios da paternidade (e por óbvio, da maternidade!) seja o equilíbrio entre uma educação recheada de afeto e permeada por limites. Ou seja, o que é mais importante: dar asas ou criar raízes?
Sabidamente, educar não é tarefa das mais fáceis. Afinal, nenhuma criança vem com manual de instruções, com uma receita pronta. E mais: na maioria das vezes nossas possibilidades como pais (e mães) são as nossas próprias bagagens como filhos...
No entanto, a Palavra de Deus nos apresenta alguns princípios que, com absoluta certeza, serão instrumentos poderosos para que nos saiamos bem nessa tarefa de tamanho desafio.
Para esta nossa abordagem, três palavras precisam ser analisadas: educar, afeto e limite. Vamos a elas!
1. Educar. No hebraico, temos o verbo hanak, cujas principais acepções são: "instruir", "exercitar", "treinar". É a palavra que aparece em Pv 22:5. No grego, seu equivalente é didáscho. Interessante notar que o verbo grego didáscho está associado com um "mestre" e seu "discípulo". Enquanto o "aluno" (sem dúvida, um termo pejorativo) aprende como aquilo que seu "professor" fala, um "discípulo" aprende com a vida de seu "mestre". Por mais incômodo que seja, precisamos manter em mente que nossos filhos aprendem muito mais com aquilo que fazemos do que com aquilo que falamos!
2. Afeto. A palavra ocorre na língua grega como splángnon, significando, basicamente "amor", "carinho", "afeição", "cuidado", mas principalmente "suporte". Trata-se, portanto, de um sentimento prático de apoio, de suporte. Não necessariamente aprovação descompromissada, mas apoio interessado. Um sentimento que se manifesta de maneira concreta quando dizemos "sim", mas que pode se revelar quando dizemos "não" ou "agora não"!
3. Limite. Essa palavra é chave para a busca do equilíbrio entre asas e raízes. Na língua grega, aparece como horothesía, ou seja "fixação (dos limites) da terra". Isto é, uma "fixação dos marcos divisórios". Educar é também fixar limites. Sem dúvida, que sejam limites baseados no amor, mas que não sejam ausentes sob o pretenso amor que tudo permite. Como alguém bem disse: "educar nos limites não significa criar pessoas limitadas, e sim pessoas estruturadas".
Que o Senhor manifeste sobre nós Sua graça e misericórdia, a fim de que alcancemos o equilíbrio. Que possamos dar asas a nossos filhos; asas que lhes permitam alçar vôos de conquistas e realizações, mas que, sobretudo sejam vinculadas às raízes que lhes ensinarmos a construir. Raízes que estejam firmadas, sobretudo, na Raiz de Davi, o Filho Eterno de Deus, Jesus Cristo, o obediente filho de José e de Maria!
Um comentário:
Amei estes estudos!
Louvado seja Deus!
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